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2005: O ANO TRICOLOR
Agora que já se passaram duas décadas, é possível entender com clareza. Aquela arrancada de Mineiro não parecia coisa de uma pessoa só. Nem o voo de Rogério Ceni - aquele voo. De fato, não eram. Todos os tricolores, os vivos, os mortos, os que estavam por vir, correram com Mineiro e voaram com Ceni.
Como isso aconteceu? Digamos que é coisa de um clube bem-amado. E naquela noite em Yokohama, os Reds descobriram que quem jamais caminha sozinho é o MAIÚSCULO São Paulo Futebol Clube.
Para os íntimos, o Tricolor.
Para todos, o Tricampeão Mundial de Futebol.
Já era História. Agora também é Livro. Para sempre!
*Entregas serão realizadas após o dia 26/12

Se em 1992 e 1993, o são-paulino teve que pernoitar para acompanhar o Tricolor nas decisões dos títulos mundiais em Tóquio, em 2005, se ele conseguisse conter a ansiedade, ele poderia dormir e acordar na manhã do dia 18 de dezembro, às 8h20, para ver o São Paulo enfrentar o Liverpool na final do Campeonato Mundial de Clubes em Yokohama, no Japão. Ou poderia, afinal de contas, pernoitar também e manter a tradição!
O importante é que o primeiro clube no Brasil a conquistar a América três vezes havia imposto a si mesmo como meta a reconquista do mundo.
Em 2005, a FIFA assumiu de vez o controle e a organização do Mundial – antes disso, participava da promoção junto à UEFA e à CONMEBOL. Em um novo formato, agora com os campeões de todos os continentes, o torneio teve a honra de contar com a presença do Tricolor nesta nova fase.

A Conquista do Mundo
Este era o ‘Time de Guerreiros’, que os Reds não esperavam que jogasse de igual para igual contra eles no primeiro tempo. Em verdade, naquela etapa o São Paulo foi melhor que os ingleses e o gol tricolor não tardou a surgir: lançamento de Fabão, o domínio e o passe de Aloísio, e o gol de Mineiro!
A gente treinava bastante e fazia este posicionamento. Quando dominei a bola, o neguinho (Mineiro) passou gritando. Já tentei dar este passe umas 100 vezes e não consigo mais. Deu certo na primeira vez”.
E Mineiro, o protagonista do gol da vitória, completou: “Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Vi o posicionamento do goleiro e toquei. Sabíamos que os ingleses marcariam nossas jogadas de ataque, então teria de ter uma surpresa”, afirmou o volante Mineiro, na época.
No segundo tempo, por estar atrás do placar e com o peso do favoritismo nas costas, o Liverpool foi ao ataque. Pressionou muito. Mas bateu contra uma parede formada pela linha defensiva são-paulina e, em último recurso, no goleiro Rogério Ceni.
Pelo Capitão naquele dia não passou nem pensamento: O goleiro fez 10 intervenções no jogo, sendo seis delas defesas de alto nível e complexidade – em especial, a perigosa cobrança de falta de Gerrard, que o arqueiro tricolor foi buscar e salvar no ângulo das traves!
*Entregas serão realizadas após o dia 26/12

Assim, Yokohama viu, em 18 de dezembro de 2005, um título mundial ser decidido à maneira de um verdadeiro Clube da Fé, que perpetuou a lenda Rogério Ceni (escolhido o melhor jogador do jogo e do campeonato), consagrou o pequeno gigante Mineiro e fincou a bandeira do São Paulo novamente no ponto mais alto do mundo!



























